A escolha não é facil.

Quando escolhi o veganismo, já imaginava que teria alguém tipo de conseqüência, e alguns meses descobri qual é: a deficiência dos supermercados em ter nas suas prateleiras alimentos veganos.

Aqui em Piracicaba o único supermercado que tem hambúrguer de soja, danone sem lactose, e que tem algumas marcas como Yoki, é o Pão de Açúcar. A pouco tempo descobri uma outra marca chamada SuperBom, mas não é vendida aqui, a cidade mais próxima que posso encontra – lá esta a 32Km de distancia. Com essas dificuldades na alimentação as pessoas que também se interessam por uma alimentação saudável, acabam abrindo mão disso. Até agora falei dos alimentos, quanto a vestuário, calçados e acessórios, só encontro na internet, não existem lojas que vendam roupas ou sapatos veganos.

Assim como os deficientes físicos, também encontrei limitações, obstáculos e pago um preço maior pela escolha. Buscar as alternativas é saber lidar com o problema, é ampliar o espaço que você tem e permanecer firme na sua escolha, em momento nenhum pensei em voltar atrás, mas confesso que o veganismo tem mexido muito comigo ultimamente, tem me colocado frente a frente com meus limites,  freqüentemente estou pensando no que me fez chegar até aqui. Para muitos ser vegano é estar no role, e curtir pessoas que fazem um som pesado e são veganos, para mim ser vegano é respeitar o direito dos outros, é ter consciência e principalmente, é ser alguém que vive livre da crueldade com os animais, não sou de role nenhum, meu namorado nem vegan é, mas ele respeita a minha escolha, entende meus limites. Essa escolha é muito pessoal e não cabe a minha pessoa “evangelizar” o veganismo, mas cabe, passar meu conhecimento a quem tiver interesse, a quem quiser fazer algo melhor pelo próximo, os animais. Eu sei o que escolhi pra mim, eu dou o meu melhor para que cada dia eu possa continuar a manter meus compromissos e minha ética em relação ao que escolhi para viver. Nenhum preço é alto o suficiente quando se fala em vidas!

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